Relatório do Exército aponta falhas em camadas que causaram colisão aérea em Washington
Quebra de rádios, altímetro impreciso e ADS‑B inoperante, somados a rotas apertadas, criaram condições para o acidente que matou 67 pessoas
Uma revisão do Exército dos EUA divulgada em 8 de outubro de 2026 concluiu que duas transmissões de rádio interrompidas, imprecisões em instrumentos e um transmissor ADS‑B Out inoperante, combinados com rotas de helicóptero muito próximas, criaram as condições para a colisão em 29 de janeiro de 2025 que matou 67 pessoas.
Os investigadores disseram que o altímetro barométrico do Black Hawk indicou uma altitude cerca de 100 pés abaixo do real e que o transmissor ADS‑B da aeronave não estava enviando dados de posição, reduzindo a capacidade de pilotos e controladores de detectar e evitar o avião comercial.
O relatório apontou lacunas procedimentais e técnicas em camadas, incluindo campo de visão limitado pelo uso de óculos de visão noturna, ventos fortes, separação de rota estreita — cerca de 75 pés — e oportunidades perdidas por parte do controle de tráfego aéreo para fornecer informações de tráfego mais precisas.
Como resposta, o Exército inspecionou e reconfigurou os sistemas ADS‑B em 3.585 helicópteros, reforçou o treinamento e afirmou que está coordenando com a FAA; o NTSB informou progresso na maioria de suas recomendações.
Familiares das vítimas seguem exigindo a instalação obrigatória de equipamentos anti‑colisão e uma auditoria independente do Inspector General do Exército, porque o relatório mostra falhas sistêmicas mas não atribui responsabilização disciplinar individual e deixa pendentes trechos com redações.