Reino Unido e Israel atrasam relógios; debate global sobre mudança de horário continua
Leis não acabaram com as mudanças semestrais; especialistas em saúde pública pedem horário padrão fixo.
No domingo, 25 de outubro, Reino Unido e Israel atrasaram os relógios em uma hora para voltar ao GMT e ao horário de inverno; em Israel o novo horário permanece em vigor até 26 de março de 2027.
A maior parte dos Estados Unidos atrasará os relógios em uma hora no domingo, 1º de novembro. A Sunshine Protection Act, lei que tornaria o horário de verão permanente nos EUA, passou na Câmara dos Deputados (House) mas está parada no Senado.
Estudos recentes e grandes associações médicas afirmam que as mudanças semestrais prejudicam o sono e os ritmos circadianos, e recomendam a adoção de um horário padrão permanente, porque a luz da manhã se alinha melhor com o relógio biológico.
Especialistas em sono ainda divergem sobre qual sistema permanente é o melhor, por isso pesquisadores e clínicos têm dado orientações práticas, como exposição à luz da manhã em horários definidos, manter rotina regular de sono e reduzir cafeína à noite, para ajudar as pessoas a se adaptarem.
As alterações de horário também causam problemas logísticos imediatos: aparelhos, transporte e agendamento entre países ficam sujeitos a falhas; além disso, mudanças de rotina e de horários de medicação podem desestabilizar idosos e pessoas com demência.