Reeleição de Lula agita mercados; medidas iniciais aliviam parte do pânico
Ações por enquanto reduziram pressão imediata, mas investidores aguardam planos fiscais detalhados e sinalização do Fed sobre juros
As ações brasileiras despencaram e o câmbio disparou após o resultado eleitoral surpresa: o Ibovespa caiu cerca de 14% e empresas listadas perderam aproximadamente R$734 bilhões em valor de mercado na segunda‑feira.
O Tesouro Nacional retomou a recompra de títulos indexados à inflação (NTN‑B) e as taxas futuras recuaram depois que os preços foram reprecificados, promovendo uma correção parcial no dia seguinte.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vai propor alterar a regra fiscal para perseguir o centro da meta fiscal como instrumento para acelerar o ajuste orçamentário, mas ainda não anunciou a equipe econômica completa.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que as normas que limitam ofertas ativas de crédito a consumidores vulneráveis passam a valer em março de 2027 e que novas medidas sobre o sobreendividamento serão anunciadas em 2026, indicando mais ações do setor monetário para reforçar a estabilidade.
Fatores globais também influenciam o sentimento: o pedido de IPO da Anthropic reacendeu o apetite por tecnologia ao mostrar crescimento acelerado de receita apesar de prejuízos elevados; a queda do preço do petróleo reduziu parte dos prêmios de risco; e a decisão iminente do Fed sobre juros é vista como determinante para os fluxos de capital rumo ao Brasil.