Projeto nos EUA quer tratar jogos digitais comprados como propriedade, não licença
A proposta pede que a FTC obrigue modos offline jogáveis antes de editoras encerrarem servidores e sugere um 'direito de transferir' que pode abrir mercado de revenda
O deputado americano Ritchie Torres anunciou esta semana o Power To The Players Act, projeto que pediria à Federal Trade Commission (FTC) que passe a tratar compras de jogos digitais como propriedade, e não como licenças revogáveis.
O texto exige que jogos que dependem de serviços online ofereçam modos jogáveis offline antes que editoras encerrem servidores. A redação também menciona um “direito de transferir”, o que aponta para a possibilidade de criar um mercado de revenda de títulos digitais.
Torres citou o caso de NBA 2K25, que tem remoção prevista das lojas digitais em 30 de outubro, como exemplo de como jogos pagos podem se tornar praticamente inutilizáveis quando o suporte online acaba.
Editoras e grupos do setor afirmam que as regras podem ser tecnicamente difíceis ou juridicamente complexas por causa de músicas licenciadas, direitos de imagem e arquiteturas que funcionam apenas online, e o setor deve fazer lobby contra a proposta.
O projeto ainda não completou os trâmites formais no Congresso dos EUA, não tem cosignatários anunciados e enfrenta caminho incerto em comissões e votações, mas se apoia em pressão pública de campanhas como Stop Killing Games e em iniciativas estagnadas para preservação de jogos em estados americanos e na União Europeia.