Presidente Peña renuncia após colapso do banco digital Ueno que deixou 3 milhões sem acesso a contas
Empréstimos a empresas ligadas ao dono e erros contábeis levaram o Banco Central a intervir; promotores abriram inquéritos criminais e o Congresso autorizou garantia emergencial para pequenos depósitos.
O Banco Central do Paraguai assumiu o controle do Ueno em 3 de novembro, depois que auditores identificaram empréstimos excessivos a empresas vinculadas aos proprietários e falhas contábeis que deixaram o banco com menos da metade do capital exigido.
Cerca de três milhões de clientes ficaram sem acesso ao aplicativo, aos cartões e às agências do Ueno, o que atrapalhou pagamentos e a liberação de aposentadorias e provocou protestos em massa em Assunção.
Promotores paraguaios abriram múltiplas investigações criminais, emitiram mandados de prisão contra executivos seniores do Ueno e investigam o papel de autoridades atuais e anteriores ligadas ao banco.
Os parlamentares agiram rapidamente: a Câmara aprovou por 78 a 0 o processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña minutos após ele anunciar a renúncia. O Congresso autorizou garantias emergenciais para depósitos que dão prioridade a contas de pequeno valor.
O colapso levantou questões mais amplas sobre a supervisão de fintechs em mercados emergentes, pressionou o guaraní e obrigou autoridades a decidir como proteger poupadores comuns, recuperar depósitos públicos expressivos e restaurar a confiança no sistema bancário.