PL transforma crise no STF em arma de campanha para barrar volta de Alcolumbre
Partido exige que candidatos ao Senado se comprometam a não votar em Davi Alcolumbre para presidente em 2027 e tenta formar bloco de direita para enfrentar influência do STF
A disputa institucional se intensificou depois que o ministro André Mendonça ordenou a saída do diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o ministro Flávio Dino reverteu a decisão; e o ministro Alexandre de Moraes pediu investigação de Mendonça com base em relatório da Polícia Federal.
Líderes do PL e aliados bolsonaristas ampliaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao protocolarem pedido de impeachment, organizarem protestos previstos na base eleitoral dele e usarem atos de campanha para potencializar ataques a Moraes.
O PL planeja exigir que seus candidatos ao Senado assinem compromissos de não votar em Alcolumbre para a presidência do Senado em 2027, como parte da estratégia de eleger um bloco disposto a contestar a influência do Supremo Tribunal Federal.
Alcolumbre tem resistido publicamente a abrir medidas no Senado contra ministros do STF antes do primeiro turno e busca apoio do presidente Lula e de senadores governistas para reconstruir uma maioria governista.
A disputa pode redesenhar o equilíbrio entre Senado e STF pós‑eleições, já que em 2026 dois cargos por estado estarão em disputa e o PL mira ampliar sua bancada; é preciso observar a aplicação dos compromissos dos candidatos e eventuais movimentos do Senado após a votação que possam alterar a fiscalização do Tribunal.