Petróleo cai abaixo de cerca de US$100 com sinalizações de diálogo entre EUA e Irã e retomada de fluxo saudita
Relatos sobre reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e plano da Arábia Saudita de reativar o gasoduto Leste-Oeste reduziram o prêmio de risco; mercados ficam sensíveis a dados de estoques, alta dos Treasuries e ataques houthis.
Os preços do petróleo caíram abaixo de cerca de US$100 por barril na terça-feira e oscilaram entre aproximadamente US$99 e US$101 na quarta. A queda ocorreu após o presidente Trump dizer que autoridades dos EUA e do Irã se reuniram na ONU e surgir a informação de que o Irã teria oferecido reabrir o Estreito de Ormuz.
Dados da Kpler mostraram que os volumes de exportação da Arábia Saudita se recuperaram em setembro depois de mudanças de rota, e autoridades sauditas indicaram que vão colocar o gasoduto Leste-Oeste em serviço esta semana para restaurar capacidade alternativa de exportação.
O Departamento de Energia dos EUA reportou um aumento surpresa nos estoques de petróleo de 2,969 milhões de barris na semana até 18 de setembro, um choque de dados que amplificou as oscilações intradiárias no mercado e chegou a elevar os preços antes de pressioná-los para baixo.
Os mercados financeiros reagiram de maneira desigual: ativos de risco avançaram com a redução do prêmio de risco do petróleo, e o Nasdaq atingiu recordes. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos Treasuries e o dólar subiram, provocando movimentos rápidos em ações, câmbio e juros.
Os riscos de segurança, porém, permanecem: grupos houthis assumiram ataques recentes a Riad e a uma instalação da Aramco em Yanbu, cenário que mantém elevados os custos de seguro e transporte e pode reavivar rapidamente temores sobre o suprimento.