Pesquisas estaduais mostram divisão regional acentuada na corrida presidencial de 2026
Retratos divergentes por estado podem alterar a matemática do segundo turno ao apontar líderes diferentes em regiões-chave.
Em 23 de setembro, pesquisa da AtlasIntel no Rio Grande do Sul indicou o senador Flávio Bolsonaro na frente de Lula, com 41,6% contra 36,2% nas intenções de voto para o primeiro turno, e liderança numérica apertada em cenário de segundo turno testado (47,9% a 44,4%), com base em 1.819 entrevistas online e margem de erro reportada de ±2 pontos.
Também em 23 de setembro, levantamento da Quaest no Ceará mostrou o presidente Lula dominante, com 55% no primeiro turno e 59% contra Flávio Bolsonaro em um confronto de segundo turno testado, a partir de 900 entrevistas e margem de erro reportada de ±3 pontos.
A Quaest registrou alta firmeza do eleitorado no Ceará, com 84% afirmando que sua escolha é definitiva, dado que sugere menor volatilidade de curto prazo naquele estado em comparação com disputas mais apertadas em outras regiões.
As duas pesquisas publicadas no mesmo dia ilustram como a dinâmica por estado pode divergir fortemente e por que instantâneos estaduais não equivalem a previsões nacionais definitivas, já que tamanho da amostra, datas de campo, método de recrutamento e margens de erro limitam a tradução dos resultados para todo o país.
Analistas afirmam que essas diferenças regionais importam para definir quem chega ao segundo turno em 4 de outubro e para as estratégias de campanha, já que vantagens concentradas em alguns estados podem compensar déficits em outros, e deslocamentos de eleitores em localidades competitivas podem alterar o resultado nacional.