Pesquisas mostram Lula e Flávio Bolsonaro empatados e levantamentos estaduais revelam divisão regional
Levantamentos nacionais apertados aumentam a incerteza para a votação de início de outubro; tribunais eleitorais avaliam elegibilidade e investigações ligadas ao caso Master podem mudar campanhas.
Pesquisas nacionais recentes mostram empate estatístico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em um hipotético segundo turno, com AtlasIntel/Bloomberg apontando 47,7% para Lula e 47,4% para Flávio, e levantamento do Datafolha registrando margens igualmente próximas.
Pesquisas por estado publicadas na quarta e quinta-feira revelam divisões geográficas acentuadas: Lula aparece com cerca de 58% na Bahia, enquanto a Quaest aponta Flávio com cerca de 50% em Santa Catarina e 53% em Rondônia.
O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que mantenha José Roberto Arruda fora da disputa no Distrito Federal com base na LC 219/2025, lei que alterou a contagem de janelas de inelegibilidade e pode estender as proibições para oito ou 12 anos, dependendo dos vínculos do caso.
Reportagens e ações do Ministério Público relacionadas ao banco Master e a Daniel Vorcaro continuam vindo à tona, e diversos veículos notam que Flávio Bolsonaro enfrenta investigações ligadas a esse caso que, segundo promotores, envolvem supostos crimes financeiros e se tornaram tema de campanha.
A poucos dias da votação, decisões pendentes do TSE sobre elegibilidade de candidatos e o desdobramento das investigações Master/Vorcaro podem alterar cédulas, intensificar a atenção nacional em disputas estaduais — como a do governo do Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes lidera — e influenciar a decisão dos eleitores.