Pesquisadores 3D‑imprimem material à base de levedura que endurece no frio de Marte

Amostras pequenas chegaram a 10–12 MPa por congelamento e sublimação em câmara que simula Marte; sobrevivência da levedura ao ambiente marciano e logística em grande escala seguem em aberto.

Hoje, 10:15

O estudo, publicado em 10 de setembro de 2026, descreve misturas úmidas 3D‑impressas que endurecem quando colocadas em câmaras com temperatura baixa e pressão reduzida semelhantes às de Marte, processo em que a água congela e depois sublima, deixando um sólido poroso e leve.

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Protótipos impressos com cerca de 45 mm de altura e 30 mm de largura atingiram resistências à compressão de aproximadamente 10–12 megapascals, faixa comparável a concreto de baixa qualidade.

A fórmula combina areia local ou simulante de regolito com um ligante à base de gelatina e levedura geneticamente modificada revestida por proteínas adesivas inspiradas em mexilhão. O material é extrudado como uma pasta e depois fica seco por congelamento e sublimação causados pelo ambiente.

Os autores afirmam que o método pode consumir bem menos energia do que fundir ou sinterizar rocha e que poderia permitir reciclagem ao recuperar a levedura. No entanto, a equipe ainda não demonstrou que as células modificadas sobrevivem à radiação real de Marte ou às condições atmosféricas daquele planeta.

A ampliação do processo para estruturas habitáveis é incerta: os protótipos são minúsculos, e os pesquisadores estimam que a construção inicial no local ainda exigiria centenas de toneladas de insumos trazidos da Terra e mais testes sobre tolerância à radiação, reciclagem em biorreator e logística.

Resumo produzido a partir de 5 fontes · Powered by Anchooor
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