Pentágono nomeia Elon Musk, Palmer Luckey e Newt Gingrich para chefiar estudo sobre futuro da guerra
Indicação coloca executivos com contratos bilionários com o Pentágono em papéis consultivos que MITRE vai gerir, levantando dúvidas sobre conflito de interesse e transparência
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou o Project Meridian, um estudo de curto prazo para mapear a trajetória futura da guerra, com Elon Musk, Palmer Luckey e Newt Gingrich como co-líderes.
O Pentágono informou que a MITRE, organização sem fins lucrativos que administra centros de pesquisa financiados federalmente, será responsável pela condução da análise e pela aplicação de salvaguardas relativas a conflitos de interesse e ao manejo de informações sensíveis.
Funcionários atuais e ex-funcionários do Pentágono e observadores de ética alertaram que as nomeações criam conflitos claros, porque as empresas de Musk e Luckey têm contratos militares no valor de bilhões de dólares e poderiam se beneficiar de recomendações do estudo.
Detalhes operacionais são escassos além de um memorando curto e de um cronograma previsto de aproximadamente quatro meses, o que deve provocar revisão no Congresso, fiscalização de órgãos de controle e pedidos por mais transparência.
A iniciativa faz parte da aposta de Hegseth em acelerar a adoção de inteligência artificial e sistemas autônomos e gerou reações mistas na imprensa e entre ex-funcionários, com críticas sobre a terceirização de decisões militares-chave.