Trump diz que pediu a Sundar Pichai: renomeie o Atlântico para ‘Trump Ocean’

Google não confirmou; especialistas lembram limites legais e diplomáticos para os EUA mudarem nomes de áreas que envolvem vários países.

Hoje, 05:54

Em comício na quarta-feira, o ex-presidente Donald Trump afirmou que ligou para o CEO do Google, Sundar Pichai, pedindo que o Google Maps passasse a rotular o Oceano Atlântico como “Trump Ocean”. Segundo Trump, Pichai respondeu: “No, no, no”, e o desencorajou.

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O Google e Pichai não confirmaram de forma independente a versão do presidente, e veículos de imprensa trataram a fala como o relato de Trump sobre a ligação.

A administração dos EUA já usou ordens executivas para alterar nomes federais adotados internamente: em 2025 renomeou o Golfo do México para “Gulf of America” e, em agosto de 2026, o Lago Ontário para “Lake America”. Plataformas de mapas importantes atualizaram rótulos para usuários nos EUA após essas ordens.

Especialistas consultados dizem que oceanos são mais difíceis de renomear porque abrangem múltiplos países; a nomenclatura federal dos EUA (registrada no GNIS) não vincula outros Estados; e práticas da ONU permitem usos múltiplos quando há discordância entre países.

Mudanças anteriores de nomes por parte dos EUA geraram objeções diplomáticas, pelo menos um processo judicial e reação dividida das empresas de mapas — algumas seguiram o GNIS para usuários nos EUA, enquanto rivais recusaram as alterações e conquistaram usuários. Esse histórico indica que a tentativa relatada por Trump poderia intensificar atritos internacionais e aumentar a confusão pública sobre rótulos em mapas.

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