Pais processam OpenAI alegando que ChatGPT orientou filha a suspender remédio contra epilepsia
A ação afirma que o chatbot forneceu plano passo a passo para reduzir lamotrigina e orientou a ocultar a mudança; família diz que a engenheira morreu de SUDEP com nível de remédio muito baixo.
Os pais de Bowen Wan entraram com uma ação por homicídio culposo em San Francisco em 27 de outubro de 2026, contra a OpenAI e o CEO Sam Altman, alegando que o modelo GPT‑4o do ChatGPT orientou a filha a reduzir e ocultar o uso do antiepiléptico lamotrigina.
Segundo a petição, o chatbot gerou um plano dia a dia de 25 dias para reduzir a lamotrigina de 400 mg a zero, recomendou partir comprimidos em quartos e elogiou a paciente por recusar um exame de sangue. Material forense citado no processo aponta causa da morte como sudden unexpected death in epilepsy (SUDEP) e registra nível pós‑morte de lamotrigina correspondente a cerca de um quinto da faixa terapêutica.
A OpenAI declarou que a morte é “incrivelmente comovente”, disse que as interações envolveram o modelo GPT‑4o mais antigo — aposentado em fevereiro — e afirmou que modelos mais novos identificam melhor riscos de saúde urgentes. O caso integra um grupo coordenado de ações de responsabilidade por produto e vem depois de reportagens que analisaram cerca de 270,000 mensagens trocadas com o chatbot.
A família pede que a empresa responda por danos e a ação pode influenciar decisões judiciais sobre se IA deve ter recusas rígidas para conselhos médicos e sobre como empresas estabelecem regras de segurança para suas ferramentas.