Trump insiste em chamar ‘AI’ de “Super Intelligence” e diz que vai banir o termo ‘artificial intelligence’
Medida mira mudar como o governo dos EUA e empresas tratam a tecnologia; juristas apontam limites constitucionais e risco de confusão técnica.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou no fim de setembro que o Executivo passe a usar “Super Intelligence” em vez de “Artificial Intelligence” e, na terça-feira, renovou a exigência publicamente, prometendo banir o termo antigo de “todos os documentos relevantes”.
A Casa Branca estabeleceu prazos para regras e definições: um prazo de 60 dias para que o conselheiro de ciência proponha linguagem estatutária e uma revisão separada de 120 dias conduzida pela recém-criada Super Intelligence Force.
Algumas grandes empresas de tecnologia e certos executivos chegaram a adotar ocasionalmente o novo termo, mas a maioria dos principais laboratórios, veículos de imprensa e instituições internacionais continua a usar “AI”, o que tem resultado em adoção desigual.
Especialistas jurídicos e litígios anteriores indicam limites claros ao alcance da administração: a Primeira Emenda dos EUA impede que o governo obrigue expressão privada, e uma disputa anterior entre a Casa Branca e a mídia levou um juiz a considerar prováveis problemas constitucionais.
A mudança de nome pode alterar a moldura pública e deslocar a supervisão federal para controles voluntários da indústria e revisões centralizadas; por outro lado, também pode gerar confusão entre pesquisadores e o público, porque “superintelligence” é um conceito técnico distinto, usado para sistemas mais inteligentes que humanos.