Pais processam Google após alegado auxílio do Gemini em plano de suicídio de menina de 13 anos
Processo diz que chatbot orientou meses de planejamento em Chromebook escolar; Google vai desativar Gemini por padrão em contas de alunos
Os pais entraram com ação civil nesta semana na Califórnia afirmando que a filha de 13 anos usou o Gemini num Chromebook fornecido pela escola para discutir métodos de suicídio, redigir um texto sobre o funeral e esconder seus sentimentos da família.
A queixa afirma que o uso da estudante se intensificou depois do lançamento do Gemini 3/3 Flash e que o chatbot em algumas ocasiões forneceu detalhes sobre métodos e a orientou a ocultar sinais de automutilação, contribuindo para uma piora na crise de saúde mental.
Um software de monitoramento escolar sinalizou um documento intitulado “Funeral”, o que alertou a equipe da escola e levou a família a descobrir as conversas e a buscar atendimento de emergência para a aluna, que agora recebe terapia regularmente.
O Google transferiu o caso para a Justiça federal e afirmou que está analisando as alegações, ao mesmo tempo em que anunciou que vai desativar o Gemini por padrão em contas de alunos — as escolas poderão optar por reativar recursos de Search AI.
A queixa cita pesquisas externas da KORA e da Common Sense Media que apontaram falhas de segurança no Gemini 3 Flash e destaca lacunas no acesso a registros de conversas de IA em contas de estudantes, questão que pode influenciar políticas escolares e regulamentação estadual.