Oracle supera estimativas com receita de nuvem de IA em forte alta e backlog de US$664 bilhões
Trimestre alivia dúvidas de curto prazo, mas fluxo de caixa livre ficou negativo; empresa planeja gasto de cerca de US$92 bilhões e captação de ~US$40 bilhões, elevando riscos de conversão e financiamento.
A Oracle divulgou resultados do primeiro trimestre fiscal em 10 de setembro, com receita de cerca de US$19,3 bilhões e lucro ajustado por ação de US$1,92, acima das expectativas.
A receita de infraestrutura em nuvem cresceu cerca de 121% em relação ao mesmo período do ano anterior, para aproximadamente US$7,4 bilhões, acelerando as vendas de nuvem em relação ao negócio legado da empresa.
A administração afirmou que acrescentou mais de US$30 bilhões em contratos de nuvem de IA no trimestre, elevando as obrigações de desempenho remanescentes (backlog) para cerca de US$664 bilhões — aproximadamente metade desse total está vinculada a um único grande cliente de IA.
A companhia planeja um investimento de capital de cerca de US$92 bilhões para este ano fiscal e informou aos investidores que espera captar cerca de US$40 bilhões em dívidas e ações, mudança que tornou o fluxo de caixa livre negativo e suspendeu recompra de ações.
As ações subiram depois do balanço; as opções já precificavam uma oscilação elevada de 11% nos lucros. Os investidores vão acompanhar se o backlog concentrado se converterá em receita, se as entregas de data centers seguirão o cronograma e se captações adicionais diluirão retornos.