Micron registra receita recorde de US$41,5 bi e projeta novo avanço antes do balanço de 30 de setembro
Resultado forte no 3º trimestre fiscal e orientação ambiciosa para o 4º colocam o relatório de 30/9 como teste para ver se preços ligados à IA e contratos mantêm margens altas
A Micron anunciou receita recorde no 3º trimestre fiscal de cerca de US$41,5 bilhões e lucro líquido de aproximadamente US$28,2 bilhões, com margem bruta de 84,6% e orientação para cerca de 86% no próximo trimestre.
A diretoria fixou a mediana da receita do 4º trimestre fiscal em cerca de US$50 bilhões, também recorde, e informou ter assinado contratos plurianuais com clientes e recebido depósitos que aumentam a visibilidade de receita no curto prazo.
A forte demanda por data centers de IA elevou os preços de DRAM e HBM e virou o mercado para um cenário de oferta apertada que vários analistas dizem poder persistir até 2027.
Investidores estão avaliando a alta das ações — negociadas perto de US$1.000 com recomendações de compra generalizadas e alvos elevados — contra riscos cíclicos. Entre eles estão aumentos de capacidade de concorrentes previstos para 2027–28, pressão macro de altas de juros e do petróleo, e vendas recentes de ações por insiders que somam cerca de US$182,2 milhões.
A Micron vem ganhando participação no mercado de DRAM e está cerca de 1,6 ponto percentual atrás da SK Hynix. Essa mudança foi impulsionada por vendas de DRAM para servidores com preço mais alto. A dinâmica de HBM continua concentrada em outros fornecedores.
O balanço de 30 de setembro será visto pelos analistas como um teste para saber se a força ligada à IA e os acordos contratuais conseguem sustentar as margens excepcionalmente altas.