Nvidia amplia recompra de ações em US$150 bilhões, autorização sobe a US$235 bilhões
Diretoria diz que fluxo de caixa impulsionado por IA sustenta o aumento; intenção é usar a autorização até o encerramento do ano fiscal de janeiro de 2028
A diretoria da Nvidia aprovou um acréscimo de US$150 bilhões ao programa de recompra de ações, elevando a autorização remanescente da empresa para US$235 bilhões, informou a companhia na segunda-feira, 28 de setembro.
A Nvidia afirma que pretende executar todo o programa restante até o encerramento do seu ano fiscal, em janeiro de 2028. Mas a autorização funciona como um teto, não como um cronograma obrigatório: as recompras podem ser pausadas ou ajustadas a critério da administração.
O CEO Jensen Huang vinculou a medida ao forte fluxo de caixa gerado pela demanda por centros de dados de IA e reafirmou a política de devolver cerca de metade do fluxo de caixa livre aos acionistas via dividendos e recompras.
Os mercados reagiram com ganhos modestos. Analistas estimam que a execução completa do programa poderia reduzir o número de ações em circulação em cerca de 4% e acrescentar apenas alguns centavos ao lucro por ação em 2027; o UBS calculou um impacto de aproximadamente US$0,08 por ação.
Pontos de atenção incluem o ritmo efetivo das recompras, se o programa vai desviar recursos de pesquisa e desenvolvimento ou de investimentos em centros de dados, e a pressão competitiva de AMD, Intel e chips customizados de hyperscalers, que podem afetar o fluxo de caixa futuro.