Nunes Marques manda suspender canal 'Exército do Lula' no WhatsApp
Presidente do TSE também determinou que a Meta preserve e entregue todo o histórico de mensagens e de moderação desde a criação do canal
No domingo, 11 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp e deu à Meta horas para cumprir a decisão, exigindo ainda relatório completo de todas as mensagens e de todas as ações de moderação desde a criação do canal.
O canal, coordenado pelo deputado André Janones, chegou a reunir cerca de três milhões de seguidores e era usado para compartilhar áudios, vídeos e instruções com o objetivo de mobilizar apoiadores do presidente Lula.
Procedimento corregedor paralelo, conduzido por Ricardo Villas Bôas Cueva, já havia sido aberto e previsto prazos para defesas e esclarecimentos, e vários ministros criticaram Nunes Marques por adotar um rito administrativo distinto.
Após a ordem, apoiadores e coordenadores começaram a migrar para um canal no Telegram. Janones convocou os seguidores a continuar a organização nessa plataforma, e o TSE e as plataformas investigam se os responsáveis usam contas reserva ou interpostas.
A campanha de Lula condenou a suspensão e anunciou que vai recorrer judicialmente. A petição de Flávio Bolsonaro, que motivou o pedido, busca medidas mais amplas, incluindo remoção de contas, preservação de provas digitais e até ordens de cassação, tendo em vista o segundo turno em 25 de outubro.