Nubank tem lucro de US$ 1,061 bilhão no 2º trimestre; outras empresas registram perdas
Margens de crédito e controle de custos elevaram o fintech; provisões, alta do combustível e efeitos cambiais pesaram em utilities, aeroportos e redes de saúde
O Nubank registrou lucro líquido de US$ 1,061 bilhão no segundo trimestre, valor divulgado na quinta‑feira que superou estimativas, impulsionou as ações e levou a diretoria a defender sua política de crédito, citando melhora em métricas de risco.
Algumas empresas de porte médio e do setor de tecnologia também mostraram resultados positivos no trimestre: CPFL Energia teve lucro de R$ 1,44 bilhão, LWSA registrou R$ 34,3 milhões e o grupo Petz Cobasi lucrou R$ 100,4 milhões, apoiados por maior demanda ou ganho de margem em seus negócios.
Empresas com operações mais tradicionais exibiram reversões significativas: a Azul teve prejuízo de R$ 1,041 bilhão, impactada por aumento do preço do combustível e efeitos cambiais nas linhas financeiras; a Oncoclínicas registrou prejuízo de R$ 475,7 milhões após ajustes contábeis e falta de medicamentos que reduziram receita. A Yduqs apresentou pequeno prejuízo de R$ 1,5 milhão e mudou o foco para geração de caixa.
A Light registrou prejuízo de R$ 252,2 milhões, influenciado por itens de Refis e baixas contábeis de ativos relacionados à renovação de concessão. A companhia informou ter concluído um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão em julho e que avança etapas para sair da recuperação judicial, à espera de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tratamento do ICMS sobre subsídios, que pode reverter provisões.
Investidores agora observam a capacidade das empresas de transformar o aumento do EBITDA em fluxo de caixa livre real, as tendências de crédito de curto prazo para os bancos e desfechos judiciais ou regulatórios — como a decisão do STF sobre ICMS e o programa federal Desenrola — porque essas decisões podem alterar de forma material saldos reportados e o acesso dos consumidores a serviços.