Netflix demite cerca de 1.000 funcionários, 6% do quadro
Corte visa liberar recursos para publicidade, programação ao vivo, jogos e lançamentos teatrais antes do balanço do 3º trimestre.
A Netflix informou em um memorando aos funcionários que vai eliminar cerca de 1.000 postos de trabalho, aproximadamente 6% dos cerca de 16.000 empregados, com maiores impactos nas áreas de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.
Os co‑CEOs Ted Sarandos e Greg Peters apresentaram a medida como uma realocação de recursos para prioridades de maior impacto e afirmaram que a empresa continua no caminho para cumprir sua previsão para o ano inteiro.
A liderança disse que oferecerá apoio aos funcionários afetados e que os gestores vão fornecer detalhes de transição específicos por país às pessoas que saírem.
Os cortes respondem a um crescimento mais lento do engajamento — a Netflix registrou cerca de 97 bilhões de horas assistidas na primeira metade de 2026, alta de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior — e ocorrem uma semana antes da divulgação do resultado do terceiro trimestre, em 20 de outubro. É a maior rodada de demissões desde 2022.
Analistas e repórteres observam que a medida se alinha a um padrão maior do setor de reduzir custos em grandes empresas de mídia e pode deslocar o foco da Netflix para receita com anúncios, eventos ao vivo e outras iniciativas para aumentar o tempo de visualização e a receita.