Netanyahu ordena investigação criminal contra responsáveis e fontes anônimas do documentário NAZA

Medida pode levar a processos contra testemunhas militares não identificadas e ameaça restringir reportagens investigativas.

Hoje, 11:00

O primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu instruiu o procurador‑geral, o chefe do serviço de segurança Shin Bet e o comandante das Forças de Defesa de Israel (IDF) na segunda‑feira a identificar pessoas que aparecem no documentário NAZA e a abrir investigações criminais por supostas infrações de segurança da informação e difamação.

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NAZA usa entrevistas noturnas feitas em coberturas com vozes digitalmente alteradas para proteger fontes. O filme apresenta depoimentos segundo os quais sistemas de vigilância israelenses e ferramentas ligadas a inteligência artificial ajudaram a identificar alvos e teriam levado em conta o número esperado de civis mortos ao planejar ataques.

As Forças de Defesa de Israel rejeitaram publicamente as principais alegações do filme, divulgaram uma réplica detalhada na qual negam que a IA selecione alvos de forma independente, e classificaram NAZA como enganoso e distorcido.

Os diretores Yuval Abraham e Rachel Szor e os entrevistados não identificados do filme têm sido alvo de protestos, ameaças de morte e pedidos de alguns ministros para retirada de cidadania. Grupos de defesa de direitos, entre eles a PEN America e a Federação Europeia de Jornalistas, publicaram declarações de apoio aos cineastas.

NAZA ganhou o Prêmio Especial do Júri em Veneza e conseguiu ampla distribuição internacional. Sua estreia global deve desencadear batalhas legais e políticas em Israel sobre proteção de fontes, padrões de prova e os limites para processar jornalistas ou denunciantes.

Resumo produzido a partir de 9 fontes em 8 veículos · Powered by Anchooor
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