Musk admite que SpaceX reduziu velocidade do Starlink na Ucrânia; Trump diz que serviço foi restabelecido
Episódio expôs lacunas sobre quem controla uso militar de satélites comerciais e motivou investigações no Congresso dos EUA.
A redução de velocidade que começou por volta de 14 de outubro limitou conexões para equipamentos em movimento acima de cerca de 100 mph (160,9 km/h) e atrapalhou ataques com drones e operações de interceptação ucranianas, disseram autoridades.
O Wall Street Journal e outros veículos noticiaram que Elon Musk ordenou a limitação e que o então presidente Donald Trump depois afirmou a repórteres que pediu a Musk que suspendesse as restrições e que o serviço foi restabelecido.
Musk confirmou publicamente em 24 de outubro que a SpaceX havia reduzido intencionalmente a velocidade do Starlink e afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia violaram os termos de serviço do Starlink ao usá‑lo para ataques ofensivos.
Autoridades ucranianas e observadores em campo relataram falhas intermitentes e limites persistentes mesmo após melhorias parciais, deixando dúvida sobre a restauração total em algumas áreas de frente.
Senadores nos EUA abriram investigações, e legisladores advertiram que a dependência de um único provedor comercial para ligações críticas no campo de batalha levanta questões urgentes de governança, compras e segurança nacional.