Muse atinge 5 milhões de downloads e Meta já mira empresas e cobrança
Além de assinaturas e taxas, Meta cria plataforma corporativa liderada por CJ Desai e integra Muse a ferramentas de negócios; preocupações de privacidade e decisões sobre chips podem limitar receita.
Muse foi lançado em 8 de setembro e, em poucas semanas, chegou a mais de 5 milhões de downloads, ficando no topo das lojas de apps da Apple e do Google — um sinal de forte demanda inicial do público consumidor.
A Meta passou rapidamente a transformar esse impulso em produtos pagos: lançou níveis de assinatura, taxas por transação e uma versão Muse para pequenas empresas que se conecta a ferramentas como Shopify, QuickBooks, Slack e Stripe.
Para vender o agente, modelos e infraestrutura a clientes corporativos, a empresa criou a Meta Enterprise Platform e contratou Chirantan “CJ” Desai para comandar a unidade e atuar como ponte com clientes empresariais.
Questões de confiança e segurança surgiram após reportagem de que o Muse teria revelado o endereço residencial de um vendedor do Facebook Marketplace. A Meta afirma que está investigando; reguladores e pesquisadores de segurança acompanham de perto.
Decisões de infraestrutura e parcerias também moldam a expansão do Muse. A Meta adotou uma estratégia de chips com múltiplos fornecedores; a Microsoft confirmou que não receberá novos pedidos de chips para o Muse; e limites impostos por lojistas — como bloqueios em plataformas de comércio — podem restringir o alcance comercial do agente.