Multidão em Aparecida celebra padroeira; novo arcebispo preside missa em meio a disputa eleitoral
Romaria atraiu líderes nacionais e testou apelos por calma após posts que ligaram candidato à retirada do título de Padroeira do Brasil serem retirados por ordem do TSE
A missa das 9:00 no Santuário Nacional, presidida pelo novo arcebispo Dom Mário Antônio da Silva na segunda‑feira, reuniu milhares de fiéis e autoridades nacionais, entre elas o vice‑presidente Geraldo Alckmin.
Estimativas do estado e do santuário apontam para mais de 500,000 visitantes durante as festividades de outubro e projetam cerca de R$3,59 bilhões de impacto econômico para São Paulo no período.
A controvérsia eleitoral começou com publicações em redes sociais que associavam o candidato Flávio Bolsonaro a uma proposta antiga de retirar o título de Padroeira do Brasil; o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção de posts que apresentavam essa ligação como fato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de missa privada no Palácio da Alvorada. Os dois candidatos que irão ao segundo turno compareceram a celebrações separadas, e lideranças religiosas pediram pacificação e respeito à diversidade religiosa.
O dia uniu devoção histórica e rito nacional — desde a imagem encontrada em 1717 e o reconhecimento papal em 1930 — às realidades modernas de grandes romarias, impacto turístico e ao papel recorrente do santuário como palco da vida pública e política.