Ministros do TSE divergem sobre ‘Exército do Lula’ após área técnica não encontrar postagens citadas
Ordens ministeriais conflitantes levaram a uma revisão técnica urgente e aumentam a pressão sobre o calendário do tribunal antes do segundo turno em 25 de outubro.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal no WhatsApp “Exército do Lula” após uma reclamação da campanha de Flávio Bolsonaro, medida assinada no domingo, 11 de outubro.
Horas depois, o corregedor do tribunal, Ricardo Villas Bôas Cueva, reformou a suspensão de Nunes Marques, restabeleceu provisoriamente o canal e encaminhou o caso ao plenário do TSE para decisão final.
Nunes Marques então solicitou à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE uma revisão técnica urgente; essa unidade informou que não encontrou as postagens de fake news específicas citadas pela campanha do PL nas mensagens do canal entre 2 e 11 de outubro.
Separadamente, o vice‑presidente do TSE, André Mendonça, determinou que a campanha de Lula cessasse o impulsionamento pago de um vídeo e exigiu que a Central Única dos Trabalhadores retirasse cinco publicações institucionais — medidas que permanecem em vigor.
Os confrontos jurídicos elevaram as tensões políticas — o presidente Lula acusou o presidente do tribunal de parcialidade. Nunes Marques convocou ambas as campanhas para uma reunião na terça‑feira, e o TSE se prepara para a análise em plenário que pode influenciar a comunicação das campanhas na última semana antes do segundo turno.