Meta lança Muse Wonder e aposta em agentes com memória ativa

Modelos serão vendidos por API paga, assinaturas de níveis superiores e upgrades in‑app para alimentar agentes com contexto de longo prazo

Hoje, 03:49

Meta anunciou nesta segunda-feira o Muse Wonder e o Muse Wonder Full, que trazem dois recursos principais: Active Memory, para carregar contexto relevante ao longo de conversas, e Active Focus, que tenta abordagens alternativas e recupera tarefas que falham em múltiplos passos.

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O Muse Wonder já está disponível pela Meta Model API a US$4 por milhão de tokens de entrada e US$20 por milhão de tokens de saída. O Muse Wonder Full fica restrito a assinantes do Muse Code, nos níveis mais caros de assinatura, US$50 e US$200 por mês.

A empresa publicou gráficos de benchmark e divulgou pontuações preliminares de um grupo independente, o Artificial Analysis, que colocam o Wonder Full entre os melhores em índices selecionados. No entanto, outras empresas e especialistas do setor contestaram publicamente essas alegações de desempenho.

Persistem dúvidas sobre segurança e privacidade: reportagens indicaram que, antes do lançamento, havia uma vulnerabilidade que poderia ter permitido a um invasor escapar de um ambiente isolado e acessar bases internas. Empresas permanecem cautelosas sobre como a Meta vai tratar dados corporativos e integrações de terceiros.

O lançamento acompanha a adoção rápida do app Muse no segundo semestre e faz parte da tentativa da Meta de monetizar IA agentiva após pesados investimentos nos centros de dados Prometheus. A adoção mais ampla por empresas dependerá de validação independente de segurança e de garantias mais claras sobre custódia dos dados.

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