Meta cria ações sem voto para Mark Zuckerberg vender participação sem perder controle

Movida visa preservar poder de voto do fundador e financiar grandes investimentos em IA enquanto proposta de imposto sobre bilionários na Califórnia vai a pleito em novembro.

Hoje, 10:04

Meta informou em documentos regulatórios e no balanço que o conselho aprovou um dividendo de ações Classe C sem direito a voto, com vigência em janeiro de 2027, pelo qual os acionistas receberão uma ação Classe C para cada ação que já possuem.

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A empresa disse que o dividendo permitirá a Mark Zuckerberg vender imediatamente até 20% de suas ações Classe C — o que equivale a cerca de 10% de sua participação econômica — para cobrir uma possível obrigação decorrente da Proposição 40, sem reduzir de forma material seu controle por voto.

Meta e um comitê especial afirmaram que é importante que Zuckerberg permaneça em estreita coordenação com a diretoria executiva; ele concordou em continuar sendo residente da Califórnia, ou viver onde fica a sede da Meta, por oito anos, sujeito a exceções limitadas.

A companhia apresenta a nova classe de ações como uma ferramenta de financiamento para pagamento a funcionários, aquisições e uma ampla expansão de infraestrutura de inteligência artificial, que a administração projeta poder exigir centenas de bilhões de dólares ao longo de vários anos.

A Proposição 40 seguirá na cédula de 3 de novembro. Analistas e estudos acadêmicos alertam que a possibilidade de saída de bilionários e os modelos usados já obscureceram previsões de receita, aumentando a incerteza política, fiscal e jurídica sobre quem, afinal, pagará o imposto.

Resumo produzido a partir de 10 fontes · Powered by Anchooor
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