Mercados sobem com alta das previsões de inflação e choque no petróleo eleva aversão a risco
Investidores reavaliaram durabilidade fiscal do Brasil após aumento nas previsões de inflação para 2026 e alta do petróleo ligada a tensões entre EUA e Irã.
As medianas das projeções do mercado no Boletim Focus do Banco Central subiram para 4,99% para 2026 nesta segunda-feira, e o mercado ainda espera que a Selic termine o ano em 13,50%, o que implica mais um pequeno corte em relação ao nível atual.
Uma forte alta nos preços do petróleo depois que o presidente Donald Trump rejeitou uma proposta de cessar-fogo iraniana pressionou os juros globais para cima e levou investidores a migrarem para ativos mais seguros, o que pressionou as taxas e as ações brasileiras.
A dívida pública do Brasil foi reportada em cerca de R$ 9,293 trilhões em agosto, um leve aumento mensal que mantém a credibilidade fiscal e as taxas de longo prazo no centro da atenção dos investidores.
Os sinais da atividade doméstica e dos fluxos externos estão fracos: o índice de confiança da indústria da FGV caiu pelo terceiro mês consecutivo, para 91,3, e dados parciais do Banco Central mostram fluxos cambiais negativos de cerca de US$6,01 bilhões até 22 de setembro.
Pesquisas presidenciais apertadas, indicando disputa próxima entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, ampliam a incerteza sobre a política fiscal futura e podem elevar os custos de empréstimos ou limitar o espaço para cortes mais rápidos da taxa de juros.