Lula usa palco da ONU em Nova York para avisar contra interferência estrangeira e defender soberania do Brasil
Discurso enquadra pressão comercial dos EUA e críticas internacionais como riscos à integridade da eleição e pode influenciar eleitores em disputa apertada
Lula abriu o debate da Assembleia Geral da ONU na terça-feira para condenar o que chamou de falha da organização em impedir guerras e para exigir reforma do Conselho de Segurança, ao mesmo tempo em que advertiu que o Brasil não tolerará interferência interna ou externa na votação de outubro.
O presidente brasileiro se encontrou com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, durante a visita à cidade para discutir pressões econômicas em comum e trocou camisas de futebol, encontro noticiado na segunda-feira por vários veículos.
Pesquisas recentes mostram Lula e o senador Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em cenários de segundo turno, e analistas dizem que Bolsonaro ganhou apoio apesar de investigações sobre suposta corrupção ligada ao financiamento de filmes e ao banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Lula citou duas rodadas recentes de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros como pressão econômica que pode influenciar a eleição e disse que o Brasil buscará cooperação, não intervenção, para enfrentar o crime organizado e disputas comerciais.
A confiança pública nas instituições está baixa no Brasil, e o foco da campanha em influência estrangeira, investigações judiciais e tensões comerciais aumenta a possibilidade de um segundo turno polarizado em 25 de outubro, caso nenhum candidato obtenha maioria absoluta em 4 de outubro.