Lula usa dia da votação para renovar ataques a Flávio Bolsonaro e condenar violência em campanha
Declarações ligam rival a supostos vínculos com milícia e patrimônio inexplicado, enquanto apuração dos votos começa
Lula votou em São Bernardo do Campo no domingo e disse imediatamente aos jornalistas que aceitaria o resultado, ao mesmo tempo em que voltou a chamar o senador Flávio Bolsonaro de “miliciano” e questionou sua conduta.
O presidente repetiu alegações sobre uma relação próxima entre Flávio e o ex‑bancário detido Daniel Vorcaro e levantou dúvidas sobre como um senador poderia comprar um imóvel de R$10 milhões com remuneração oficial.
Lula condenou um ataque à vereadora do PT Iara Pimentel durante uma carreata pró‑Lula em Montes Claros, citando imagens que mostrariam pessoas com camisas pró‑Flávio atirando garrafas e pedras; ele afirmou que ela foi atendida pelo Samu e levada para a Santa Casa.
O presidente enquadrou a votação como uma escolha entre projetos nacionais concorrentes, acusando seu adversário de favorecer maior acesso a armas, propor cortes ou privatizações no sistema público de saúde e inclinar a política externa para os Estados Unidos.
Todos os veículos registram essas afirmações como declarações de Lula e argumentos de campanha; elas não constituem prova de culpa criminal, e o ataque relatado a Iara segue sendo assunto de polícia e de prontuário médico documentado por serviços de emergência e imagens.