Empate técnico e atos em massa marcam disputa presidencial do Brasil na véspera do segundo turno
Pesquisas apertadas e disputas judiciais sobre mobilização no WhatsApp deixam resultado sujeito a poucas centenas de votos.
Pesquisas nacionais divulgadas no sábado mostram Flávio Bolsonaro com vantagem estreita em votos válidos, cerca de 51% a 49%, mas todos os institutos apontam que a diferença está dentro da margem de erro, configurando um empate técnico.
As campanhas promoveram grandes mobilizações visíveis no último dia de campanha: Lula atraiu multidões na orla de Copacabana e na Avenida Paulista, enquanto Flávio organizou motociatas e comícios em Belo Horizonte e na Barra da Tijuca.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interferiu em disputas sobre grandes canais políticos no WhatsApp após o presidente do tribunal determinar remoções que foram revertidas pelo corregedor, deixando o TSE em atuação ativa sobre ferramentas digitais de mobilização às vésperas da votação.
Aliados de Lula reconhecem em privado que a disputa segue em aberto e alertam para o risco real de derrota, enquanto militantes do PT intensificaram ação digital para reduzir a abstenção e conquistar eleitores indecisos.
A eleição deve ser decidida pela participação nos maiores estados do país, por mudanças tardias de eleitores indecisos e pela gestão administrativa das campanhas online — fatores que podem virar o resultado com um número relativamente pequeno de votos.