Lula pede ao TSE divulgação de oito anos de registros financeiros e telefônicos; Mendonça sorteado como relator
Pedido formal força o tribunal a avaliar se informações sensíveis podem vir à tona antes do segundo turno em 25 de outubro e intensifica uso de investigações policiais como arma de campanha
Na terça-feira, 20 de outubro, a campanha de Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para divulgar oito anos de registros bancários, fiscais e telefônicos dele, de familiares indicados e de suas empresas, condicionado à concordância de Flávio Bolsonaro em fazer divulgação idêntica. O ministro André Mendonça foi sorteado como relator do caso.
A petição cita material da Polícia Federal noticiado na imprensa que associa Flávio a uma conta ligada a offshores e inclui o nome de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) entre parentes investigados na Operação Sem Desconto.
Decisões judiciais desta semana têm sido contraditórias. Um ministro manteve no ar um anúncio de Lula, e o corregedor do TSE determinou remoção ou bloqueio de várias publicações associadas ao PL, criando tensão entre ordens individuais e decisões do plenário.
Nos últimos dias de campanha, as duas campanhas mudaram tática. A equipe de Flávio tem descentralizado atos de rua e conduz uma ação focada em influenciadores e no temor, liderada por Pablo Marçal, que orienta evitar ataques diretos a Lula. A campanha de Lula tem ampliado a mobilização digital, especialmente pelo grande canal de WhatsApp de André Janones.
A disputa está acirrada nas pesquisas, com Realtime apontando pequena vantagem de Flávio, e a votação está marcada para 25 de outubro. Limites processuais no TSE tornam incerto se quaisquer divulgações forçadas ocorrerão antes do dia da eleição, mas os pedidos ainda podem deslocar a atenção do eleitorado e gerar novas contendas jurídicas na última semana.