Lula e Flávio fecham campanhas em São Paulo com primeiro turno perto
Mobilizações finais no Sudeste podem decidir a presidência e vários governos estaduais, indicam pesquisas estaduais e nacionais divulgadas tarde
Ambos os candidatos encerraram suas campanhas em São Paulo no sábado, 3 de outubro: Lula caminhou pela Avenida Paulista e Flávio participou de uma motocarreata no interior, enquanto se preparavam para a votação do primeiro turno em 4 de outubro.
Pesquisas nacionais divulgadas tardiamente mostram disputa apertada pela Presidência, com o Datafolha apontando Lula ligeiramente à frente de Flávio nas intenções de voto, o que mantém incerta a possibilidade de vitória já no primeiro turno para qualquer dos dois.
Levantamentos estaduais da Quaest, publicados em 3 de outubro, indicam vantagens decisivas para vários governadores — notadamente Tarcísio com 60% em São Paulo — e desempenhos de primeiro turno robustos para candidatos em Minas, Pernambuco e no Distrito Federal, que podem encerrar essas disputas sem segundo turno.
No final da campanha, os discursos foram moderados: Lula apelou ao eleitorado mais velho e destacou medidas como a proibição de apostas e ações para aliviar o custo de vida, enquanto Flávio pediu um "voto de protesto", afirmou que não buscará reeleição e focou em ampliar o apoio de centro‑direita com aliados como Tarcísio e Nikolas.
Atritos institucionais locais marcaram as últimas horas, incluindo disputa com a Polícia Militar de São Paulo sobre o trajeto da marcha de Lula e incertezas legais sobre algumas cédulas no Rio, dinâmicas que podem influenciar a participação, a apuração e eventuais alianças pós‑votação.