Flávio Bolsonaro ataca o STF e promete reformular a Corte se eleito

Ele diz que indicará novos ministros e quer mudar regras para conter o que vê como poder político do tribunal.

Hoje, 16:38

O candidato falou após uma motocarreata no sábado, 3 de outubro, em Santa Bárbara d’Oeste e classificou publicamente ministros do Supremo Tribunal Federal como “agentes políticos” do presidente Lula, ao mesmo tempo em que pediu que o tribunal deixe de agir como se fosse uma delegacia.

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Flávio disse que indicará novos ministros do STF se for eleito e assumiu o compromisso explícito de incluir uma mulher entre suas escolhas — promessa relevante porque três ministros terão aposentadoria compulsória e uma vaga já está aberta, podendo um novo presidente fazer até quatro nomeações.

Propôs reformas judiciais concretas, incluindo o fim do foro por prerrogativa de função, que dá competência criminal especial a alguns agentes públicos, e a limitação de decisões monocráticas, em que um só ministro pode suspender leis ou atos.

Flávio afirmou que espera vencer no primeiro turno, disse que já está agendando encontros para preparar um eventual governo e repetiu que não pretende disputar a reeleição, apresentando a campanha como um mandato único voltado a mudar instituições.

Acusou o governo Lula de “aparelhamento” de órgãos estaduais e de usar partes da Polícia Federal para perseguir adversários, linha de ataque que alimenta sua mobilização com aliados como o governador Tarcísio de Freitas e torna politicamente significativas quaisquer futuras indicações ao tribunal.

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