Lula e Flávio Bolsonaro concentram gastos de campanha antes do primeiro turno

Prestação parcial ao TSE mostra apoio em fundos partidários, grandes contratos de publicidade e honorários jurídicos que moldarão a imagem dos candidatos até 4 de outubro.

16 de setembro, 15:20

O banco de dados do Tribunal Superior Eleitoral, atualizado em 15 de setembro, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou R$65.67 milhões e o senador Flávio Bolsonaro declarou R$55.32 milhões, juntos respondendo por cerca de 78,6% dos R$154 milhões reportados até agora por 13 candidatos à Presidência.

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Em todas as eleições, as campanhas informaram cerca de R$3,5 bilhões em gastos até o momento, total compilado a partir de prestações parciais entregues ao TSE e às Justiças Eleitorais estaduais.

Grandes itens concentram os gastos: Lula divulgou um contrato de R$31 milhões com a Delta3 Comunicação e Flávio informou um contrato de R$13.1 milhões com a F. A.R. O. Propaganda. Honorários advocatícios estão entre as principais categorias de despesa das campanhas presidenciais de maior porte.

Prestações estaduais até 13 de setembro mostram diferenças locais. O candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil declarou R$12.9 milhões em despesas e R$14 milhões em receitas (incluindo R$7 milhões do FEFC e R$7 milhões do fundo partidário). O líder nas pesquisas Cleitinho Azevedo registrou apenas R$608.4 mil em gastos.

Trata-se de divulgações provisórias, sujeitas a alteração antes das contas finais; observadores e eleitores devem acompanhar futuras prestações por possíveis novos contratos, detalhes de doadores e aquisições publicitárias adicionais, como os R$2.6 milhões de impulsionamento na Meta declarados por Lula, que já impactam o alcance e o litígio jurídico das campanhas.

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