Lula confirma quarto mandato após virada no segundo turno
Resultado é visto como revés para a influência de direita alinhada a Trump na região
O Tribunal Superior Eleitoral mostrou Lula com cerca de 51,7% dos votos válidos contra 48,2% de Flávio Bolsonaro, e declarou-o matematicamente reeleito no fim da noite de domingo, 25 de outubro.
Lula celebrou com apoiadores na Avenida Paulista, beijou a esposa Janja, destacou o vice-presidente Geraldo Alckmin e o deputado André Janones pela campanha e agradeceu aos milhões de eleitores mobilizados.
Líderes de toda a América Latina cumprimentaram Lula publicamente, incluindo Claudia Sheinbaum (México), Gustavo Petro (Colômbia), Yamandú Orsi (Uruguai) e os presidentes do Paraguai, Bolívia e Panamá — estes três enviaram mensagens antes do anúncio final do TSE.
A imprensa e agências internacionais enquadraram a vitória como um golpe geopolítico às forças de direita na região e descreveram o resultado como uma interrupção de uma sequência recente de vitórias conservadoras.
Lula prometeu prioridades de governo como a ampliação de programas de educação e tecnologia. Ele permanecerá no cargo até 2031 se cumprir o mandato, e as instituições eleitorais brasileiras e o ritmo das reações estrangeiras moldaram percepções iniciais de legitimidade.