Lula é reeleito após segundo turno com ordem judicial de última hora que atrasou totalização
Liminar do ministro do STF que estendeu horário de votação gerou confusão processual; adversários dizem que usarão isso em contestações.
O Tribunal Superior Eleitoral confirmou Luiz Inácio Lula da Silva como vencedor após a totalização completa dos votos do segundo turno presidencial realizado em 25 de outubro de 2026.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin concedeu uma liminar que estendeu a votação em duas horas, até as 19h, para seções que ainda permaneciam abertas — decisão anunciada perto do horário oficial de fechamento e divulgada quando muitas zonas eleitorais já haviam encerrado a votação.
O TSE suspendeu a totalização pública dos resultados após a ordem de Zanin, citando a necessidade de preservar o sigilo do voto e de coordenar procedimentos com os tribunais regionais; a contagem foi retomada posteriormente e o resultado final foi declarado.
Falhas operacionais motivaram os pedidos que deram origem à prorrogação: houve relatos de redução do transporte por ônibus — com destaque para cerca de 75 ônibus retidos em garagens em Salvador, onde o tribunal eleitoral determinou uma prisão — além de transtornos locais causados por condições meteorológicas e de transporte em vários estados.
Flávio Bolsonaro rejeitou o resultado e afirmou que sua campanha buscará a anulação, e o episódio levantou questões mais amplas sobre como o Judiciário e as instâncias eleitorais brasileiras lidam com remédios de urgência e sobre de que forma disputas processuais podem afetar a confiança no resultado.