Lula anuncia Desenrola 3.0 para comprar R$ 150 bilhões em dívidas por custo de R$ 15 bilhões

Plano mira aliviar endividamento familiar comprando empréstimos em atraso em leilões a partir de novembro; impacto fiscal de R$ 15 bilhões será diluído nos orçamentos de 2027 e 2028.

25 de setembro, 20:32

O governo publicou uma medida provisória na sexta-feira que autoriza a União a comprar até R$ 150 bilhões em crédito pessoal em atraso e diz que a operação terá custo de cerca de R$ 15 bilhões se for obtido deságio de 90%.

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Estão elegíveis dívidas de cartão de crédito rotativo e parcelado e empréstimos pessoais não consignados com prazo de vencimento de aproximadamente 2 a 4,5 anos, com os descontos prometidos sendo repassados integralmente aos devedores, seja por quitação única ou por pagamento reestruturado.

A execução será feita por meio de leilões de carteiras de credores, com primeiro chamamento em novembro, propostas entregues em dezembro, homologação em janeiro e assinaturas de contratos e repasses previstos para janeiro–fevereiro de 2027.

O anúncio chega nos dias finais antes da eleição e enfrenta competição política da proposta SOS Brasil de Flávio Bolsonaro, que promete descontos elevados, mas carece de detalhamento sobre financiamento e operacionalização.

Rodadas anteriores do Desenrola renegociaram bilhões de reais para milhões de pessoas, mas mostraram limites: as etapas anteriores somaram R$ 53,07 bilhões e R$ 28,37 bilhões, e dados indicam que cerca de 30% dos casos renegociados voltaram a inadimplir, um risco que pode afetar os resultados e as necessidades orçamentárias.

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