Lobista diz querer fazer delação e acusa Lula e Lulinha de contatos regulares com ministros
Oferta pública de cooperar com a Polícia Federal eleva tensão legal e política às vésperas do segundo turno.
Roberta Luchsinger disse à CNN no sábado que pretende buscar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e afirmou que "não poupará" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem seu filho Fábio Luís (Lulinha), acrescentando que tem informações além das mensagens do WhatsApp apreendidas.
Investigadores federais abriram múltiplos inquéritos na Polícia Federal e três apurações no Supremo Tribunal Federal sobre suposto tráfico de influência. As autoridades rastrearam cerca de R$1,5 milhão em transferências de Antônio Carlos Camilo Antunes para Luchsinger.
A Presidência emitiu nota oficial dizendo que o presidente Lula "desconhece inteiramente" as alegações de Luchsinger e que nunca manteve interlocução com ela, enquanto a defesa de Lulinha afirmou que as declarações públicas da lobista conflitam com depoimentos anteriores e negou qualquer conduta irregular.
Luchsinger afirma que ela e suas filhas receberam ameaças de morte após ataques públicos, e parlamentares do PL pediram à Procuradoria‑Geral da República que avalie a inclusão dela no programa federal de proteção a testemunhas e investigue as ameaças.
As revelações foram divulgadas dias antes do segundo turno, não foram corroboradas em documentos judiciais até o momento e serão testadas contra as provas reunidas nas investigações em curso da PF e do STF, que, segundo investigadores, continuam a coletar documentos e registros telefônicos.