Bolsonaro promete ajuste fiscal de R$200 bilhões enquanto segundo turno se afunila
Compromisso e negações sobre indicar o pai para cargo público acirram a escolha do eleitor antes do debate na TV neste domingo.
Pesquisas mostram uma disputa apertada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com levantamentos recentes reduzindo a vantagem de Bolsonaro para dentro da margem de erro.
Bolsonaro disse à TV Globo que adotaria um ajuste fiscal de R$200 bilhões se eleito, ao mesmo tempo em que afirma que não sacrificará salários mínimos, aposentadorias ou os reajustes automáticos de benefícios sociais.
Ele afirmou não ter cogitado nomear o pai para um cargo no governo, embora tenha prometido publicamente buscar a libertação do ex-presidente se vencer.
A campanha tem sido marcada por investigações em curso sobre o Banco Master e doações vinculadas a um filme biográfico financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, inquéritos que levantam questões sobre o financiamento de campanha.
O primeiro debate televisionado, no domingo, deve ser decisivo, dando a ambos os lados a chance de conquistar milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno e de influenciar opiniões sobre segurança, planos fiscais e instituições democráticas.