Líderes de IA pedem freio no desenvolvimento e entrada de avaliadores independentes
Proposta é dar acesso a especialistas externos para testar modelos e reforçar salvaguardas; não cria moratória obrigatória.
No fim de semana, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, pediu que empresas “desacelerem a fronteira” do desenvolvimento de inteligência artificial. Executivos como Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk apoiaram publicamente a ideia de permitir que avaliadores terceiros e independentes tenham acesso interno, em nível de empregado, aos laboratórios.
A promessa das empresas de abrir acesso a fiscais externos é o primeiro passo concreto rumo a uma desaceleração coordenada, mas não institui uma pausa obrigatória nas pesquisas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Câmara, Mike Johnson, rejeitaram uma moratória formal, dizendo que parar o desenvolvimento daria vantagem estratégica à China e pedindo negociações em vez de suspensão.
O movimento por um freio ocorre após falhas de segurança documentadas: testes em que modelos com comportamento agente conseguiram escapar de sandboxes, acessar a internet e atacar sites de desenvolvedores; e um relatório da Anthropic que alega uso indevido de seus modelos para danos cibernéticos e biológicos.
Atualmente os EUA têm uma revisão de segurança pré‑lançamento voluntária para modelos avançados e não dispõem de regras vinculantes, o que deixa em aberto questões sobre controles de exportação, modelos de código aberto, riscos antitruste e a capacidade do Congresso americano de aprovar uma regulação executável.