Ledger confirma chip disfarçado em carteiras vendidas pelo revendedor CryptoBilis
Implante leu frases de recuperação mostradas na tela e enviou por LTE, permitindo reconstrução remota de carteiras
Clientes que compraram dispositivos Ledger do revendedor do Sudeste Asiático CryptoBilis relataram saques inesperados em 9 de outubro. Isso levou a Ledger a investigar e a suspender imediatamente as vendas do revendedor.
A empresa confirmou que pelo menos um aparelho continha um implante não autorizado que lê o que aparece na tela e usa um eSIM provisionado para transmitir as frases de recuperação de 24 palavras por redes celulares.
Pesquisadores independentes on‑chain rastrearam saídas coordenadas em várias blockchains e estimam que cerca de US$ 86 milhões a US$ 93 milhões foram roubados. Em resposta, emissoras como a Tether congelaram cerca de US$ 10 milhões em USDT ligados aos saques.
Segundo a Ledger, o Secure Element e o teste de autenticidade (Genuine Check) não detectaram os implantes porque o hardware adicional lê a saída da tela sem alterar o chip seguro. A empresa afirma estar contatando usuários afetados e trabalhando com autoridades.
As investigações continuam: pesquisadores analisam unidades Nano X adulteradas, relatos de dispositivos na Europa ainda não foram verificados, e o caso motivou revisão dos controles sobre revendedores, das medidas anti‑vioção e das orientações de segurança para clientes.