Kelly Clarkson diz que “adora IA” e pede chart separado para músicas geradas por IA
Declarações da cantora geraram críticas nas redes; editores de paradas optam por rotular faixas de IA em vez de criar charts separados.
Em participação no podcast Las Culturistas, Kelly Clarkson disse que usa o ChatGPT até para decorar a casa, chamou a ferramenta de “amante” e afirmou estar “obsessiva” com o potencial criativo da inteligência artificial.
Clarkson afirmou apoiar o uso de IA na música, mas defendeu que artistas totalmente gerados por IA não deveriam competir nas mesmas paradas que intérpretes humanos, propondo a criação de um chart separado para música de IA.
As declarações provocaram forte reação nas redes sociais: ouvintes levantaram questões ambientais, éticas e artísticas e criticaram celebridades que endossam a tecnologia.
Os principais operadores de paradas não criaram um ranking exclusivo para IA. Em vez disso, estão adotando identificações e rótulos para faixas criadas por IA em charts e plataformas de dados — com Billboard e Luminate publicamente favoráveis a medidas de transparência.
O debate ocorre no contexto de uma disputa maior na indústria sobre direitos autorais, uso não autorizado de obras de artistas para treinar modelos e o fato de músicas geradas por IA já terem aparecido em paradas de streaming, mantendo ativos os conflitos legais e de política pública.