Hugo Motta articula bloco de 338 deputados para garantir reeleição à presidência da Câmara

Controle de presidências de comissões, vagas na Mesa e da agenda legislativa pode definir se governo Lula avança com suas prioridades.

Hoje, 12:24

Hugo Motta negociou apoio de um amplo agrupamento de partidos que fontes dizem somar cerca de 338 deputados, número acima dos 257 votos necessários para vencer a presidência da Câmara em primeiro turno.

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O Partido dos Trabalhadores formalmente se juntou à coalizão de Motta com a condição de que PL e Novo sejam excluídos das negociações-chave sobre vagas na Mesa e distribuição de comissões.

O Partido Liberal, com o maior bloco isolado de 121 deputados, segue dividido entre lançar candidato próprio ou negociar espaço na liderança da Câmara.

O controle das presidências de comissões e das posições na Mesa é relevante porque esses cargos escolhem presidentes de comissão, designam relatores e decidem quais projetos vão a plenário, dando ao bloco vencedor poder prático para acelerar ou bloquear propostas do governo Lula.

Dinâmicas paralelas vêm redesenhando o equilíbrio de forças. Um grupo digitalmente organizado de jovens deputados de esquerda planeja ações coordenadas nas redes sociais para defender a pauta do governo. O opositor Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e teve pedido da Polícia Federal para apreender seu passaporte.

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