Hugo Motta articula bloco de 338 deputados para garantir reeleição à presidência da Câmara
Controle de presidências de comissões, vagas na Mesa e da agenda legislativa pode definir se governo Lula avança com suas prioridades.
Hugo Motta negociou apoio de um amplo agrupamento de partidos que fontes dizem somar cerca de 338 deputados, número acima dos 257 votos necessários para vencer a presidência da Câmara em primeiro turno.
O Partido dos Trabalhadores formalmente se juntou à coalizão de Motta com a condição de que PL e Novo sejam excluídos das negociações-chave sobre vagas na Mesa e distribuição de comissões.
O Partido Liberal, com o maior bloco isolado de 121 deputados, segue dividido entre lançar candidato próprio ou negociar espaço na liderança da Câmara.
O controle das presidências de comissões e das posições na Mesa é relevante porque esses cargos escolhem presidentes de comissão, designam relatores e decidem quais projetos vão a plenário, dando ao bloco vencedor poder prático para acelerar ou bloquear propostas do governo Lula.
Dinâmicas paralelas vêm redesenhando o equilíbrio de forças. Um grupo digitalmente organizado de jovens deputados de esquerda planeja ações coordenadas nas redes sociais para defender a pauta do governo. O opositor Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e teve pedido da Polícia Federal para apreender seu passaporte.