Hacker sírio ligado ao regime de Assad é condenado a 42 meses nos EUA
Sentença marca esforço dos EUA para responsabilizar hackers ligados a Estados estrangeiros após invasões que atingiram mercados, sites governamentais e veículos de imprensa.
Um juiz federal americano condenou Ahmad Umar Agha a 42 meses de prisão em 29 de outubro de 2026, após processo do Departamento de Justiça que o ligou a uma longa campanha de invasões coordenada por pessoas próximas a Bashar al-Assad.
Segundo os procuradores, a campanha usou phishing, credenciais roubadas, tomada de contas e redirecionamentos de sites para espalhar desinformação e coletar inteligência para o regime sírio.
Entre os episódios mais graves estão um post falso em uma conta de agência de notícias em 23 de abril de 2013 que chegou a apagar temporariamente cerca de US$ 136 bilhões em valor de componentes do Dow, e a invasão em setembro de 2013 de uma empresa que hospedava o site de recrutamento do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, redirecionando cerca de 3.500 visitantes para propaganda.
Documentos judiciais indicam que Agha atuou pelo menos de agosto de 2011 até 31 de janeiro de 2024, invadindo aproximadamente 47 veículos de mídia, empresas, ONGs e entidades governamentais; forçando vítimas a gastar grandes quantias em limpeza e atualizações; e causando perdas estimadas, como cerca de US$ 35.000 por dia para uma empresa de conteúdo e aproximadamente US$ 480.000 no total para uma ONG global.
O caso encerra um longo percurso judicial — que começou com uma denúncia em 2014, seguiu com uma acusação formal em 2018 e teve uma sessão em 2025, depois de mais de uma década em fuga — mas um co-réu, Firas Dardar, continua foragido. A sentença destaca os esforços dos Estados Unidos para desencorajar operações cibernéticas ligadas a Estados e incentivar organizações a reforçar suas defesas.