Governo ucraniano diz que Starlink voltou ao normal; Musk afirma que SpaceX fechou 'brecha' usada em ataques
Disputa levanta questões sobre quem pode limitar redes privadas no campo de batalha e que tipo de supervisão é necessária quando empresas apoiam operações militares.
A Ucrânia informou em 24 de outubro que as velocidades do Starlink e do Starshield foram totalmente restabelecidas e que monitoramento mostrou conexões estáveis em objetos movendo‑se a mais de 400 km/h.
Elon Musk afirmou que a Ucrânia usou o serviço civil do Starlink em ataques com drones, em violação aos termos da SpaceX, e que a empresa fechou a suposta brecha na semana passada.
Autoridades e conselheiros ucranianos contestaram com veemência a declaração de Musk, dizendo que limites de movimento aplicados em fevereiro — cerca de 70–90 km/h — regras de registro dos terminais e o fato de que o Starlink não opera sobre a Rússia tornavam o uso indevido tecnicamente impossível.
Reportagens anteriores vincularam a redução de velocidades a decisões sobre o Starlink/Starshield que atrapalharam operações ucranianas com drones e interceptadores, e informaram que o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria ligado para Musk pedindo que as restrições fossem suspensas.
O episódio colocou em foco questões de política e supervisão sobre a dependência de provedores comerciais de satélite para comunicações em áreas de conflito. Pode haver pedidos de esclarecimento e investigações sobre quem tem autoridade para autorizar limites ao uso militar desses serviços.