Governo prevê aporte de R$6 bilhões aos Correios no Orçamento de 2027
Movimentação atende cláusula de um empréstimo sindicalizado de R$12 bilhões e amplia risco fiscal contingente para a União.
O governo confirmou que incluirá um aporte de capital de R$6 bilhões para os Correios na proposta de Lei Orçamentária de 2027 (PLOA) que será enviada ao Congresso em 31 de agosto.
Nenhum recurso federal foi repassado até agora; o aporte foi adiado de 2026 para o Orçamento de 2027 em vez de ser pago ainda este ano.
Os Correios registraram prejuízos persistentes: perda recorde de R$8,5 bilhões em 2025 e prejuízo de cerca de R$5,55–5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, resultando em patrimônio líquido negativo e 16 trimestres consecutivos no vermelho.
O empréstimo sindicalizado de R$12 bilhões, assinado no final de 2025 e estruturado por Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Itaú e Santander, foi contratado com garantia da União e inclui uma cláusula que permite aos bancos acelerar o vencimento total da dívida caso a União não faça o aporte de R$6 bilhões.
Além desse aporte, os Correios buscam cerca de R$7 bilhões em financiamentos adicionais e adotam medidas de redução de custos e desligamentos de pessoal. Órgãos de fiscalização, como a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e o Tribunal de Contas da União (TCU), cobram análises e regras para limitar os riscos fiscais que as garantias podem impor à União.