Criador de conteúdo com Creutzfeldt‑Jakob pede acesso a medicamento experimental

Família apela ao Ministério da Saúde, Anvisa e Itamaraty para uso compassivo de candidato‑fármaco testado apenas em laboratório e em animais.

Ontem, 22:07

Lito Sousa, 59 anos, criador de conteúdo e mecânico de aeronaves, anunciou ter sido diagnosticado com doença de Creutzfeldt‑Jakob (DCJ). A família tornou pública a busca por tratamento experimental e diz ter pedido acesso ao que classificam como uso compassivo em outro país.

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Os parentes tentaram inscrevê‑lo em ensaios internacionais, mas ele foi excluído por critérios de protocolo. Agora apelam ao Ministério da Saúde, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Itamaraty para que intercedam por acesso ao medicamento no exterior.

O candidato a fármaco em questão foi testado in vitro e em animais — incluindo peixes, roedores e primatas não humanos. A família afirma que Lito poderia ser um dos primeiros humanos a recebê‑lo.

No Brasil há teste RT‑QuIC de alta sensibilidade para doenças priônicas em um laboratório acadêmico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas esse exame não integra a rede de testes do Sistema Único de Saúde (SUS). Do total registrado, o país confirmou 547 casos de DCJ entre 2005 e 2021.

Especialistas em neurologia descrevem a DCJ como uma doença priônica de evolução rápida, sem cura, com sobrevida média medida em meses. Pesquisadores internacionais seguem trabalhando em estudos de laboratório e pesquisas pré‑clínicas para avaliar potenciais terapias.

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