Governo dos EUA suspende empresas do programa H‑1B e vice‑presidente redefine 'socialismo' em evento
Ação contra Microsoft, Adobe e outras por suposta fraude no visto foi apresentada como defesa do trabalhador americano; comentário sobre 'socialismo' gerou críticas políticas.
A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira que a administração está suspendendo Microsoft, Adobe e outras empregadoras do programa de vistos H‑1B por alegada fraude e por contratarem trabalhadores estrangeiros em vez de americanos.
O vice‑presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, afirmou que o programa H‑1B foi criado para atrair talentos de alto nível, mas que hoje está “repleto de fraudes”, e vinculou a ação de fiscalização a uma proposta mais ampla de priorizar trabalhadores americanos.
Durante o mesmo evento, ao ser perguntado o que entende por “socialismo” no contexto dos EUA, Vance respondeu que significa substituir trabalhadores americanos por estrangeiros e querer “meninos jogando nos esportes femininos”, associando imigração, mercado de trabalho e questões culturais em termos partidários.
A cobertura e as reações ficaram divididas: veículos conservadores destacaram as alegações de fiscalização da administração, enquanto jornais e sites progressistas criticaram a redefinição de “socialismo” como imprecisa e politicamente motivada.
A medida pode desencadear revisões administrativas e ações judiciais, afetar práticas de contratação no setor de tecnologia e trabalhadores que competem com portadores de visto H‑1B, além de compor a retórica republicana nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro.